sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gil & Miles

Adoro Gilberto Gil.
Mais do que simples admiração, tenho por esse artista uma ligação emocional muito grande. Meus pais ouviam bastante em casa e desde sempre fui fascinado pela forma arrojada como concebia sua música, além da inconfundível performance ao violão e voz. Gil sempre esteve à frente de sua época.
Durante toda a carreira, esse criador inquieto viveu fases tão distintas quanto prolíficas (e continua), mas especialmente o final dos anos 70 e toda a década de 80, para mim foi e continua sendo dos períodos mais especiais.
A trilogia 'Refazenda', 'Refavela' e 'Realce' é incrível, segundo o próprio Gil sua versão mais amadurecida de um compromisso com as vertentes mais importantes de seu embasamento musical, desde a infância até o Gil 'pós-tropicalismo', 'pós-exílio', 'pós-África'.
Outro dia ouvi e achei curioso o Rubão Sabino, grande baixista que o acompanhava na época, comentar que durante a feitura de 'Refazenda' eles andavam ouvindo e curtindo muito a fase mais psicodélica e fusion do Miles (aliás uma fonte maravilhosa essa, que pode ser conferida mais de perto nos dois temas abaixo: "Essa é pra tocar no rádio" e "Black Satin"). Gil também cita Gonzaga, Stevie Wonder, a África e toda uma gama de artistas expressivos vindos de lá, Hendrix, a própria bossa nova, Caymmi, etc, etc.
O fato é que nunca foi homem de preconceitos musicais, tampouco de pudores em relação as suas influências, sejam quais forem - da 'music' à 'muzak', ele reprocessa e sintetiza maravilhosamente a tudo e a todos - assim é Gil.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

SESC POMPÉIA - 28 & 29 de Janeiro 2012



Dias 28 e 29 de Janeiro estarei com o Sexteto mais meu amigo Sergio Santos, com muita alegria, no Teatro do Sesc Pompéia em São Paulo - apareçam!
Abs
C.

Nara de volta

"A canção popular pode dar às pessoas algo mais que a distração e o deleite".
Nara Leão era uma artista tão particular quanto visionária. Não por ter subido o morro e gravado Zé Keti, Cartola, não por ter ido à Bahia e trazido o folclore, também percorrido o Brasil e trazido o gênio de João do Vale, e visto de antemão a genialidade de Moacir Santos (gravou Nanã em 64, além de ter o maestro e Lindolfo Gaya assinando todos os arranjos desse primeiro LP). Nara era multimídia - conduziu lindamente o espetáculo "Opinião", explorou o universo infantil, o Teatro, TV, cinema... era uma artista de um faro incrível, extremamente inteligente.
Ao lado disso, como musa da Bossa Nova, representou o movimento em sua esfera total - como cantora delicada e de sutilezas, personalidade tranquila, serena, sofisticada.
Ao lado disso tinha um grande caráter, e todos que conviveram com ela fazem questão de ressaltá-lo. Que artista especial era nara leão!
Li há pouco um artigo que me deixou muito feliz - finalmente Nara está de volta: seu novo site, todo reformulado, traz sua discografia completa - com ficha técnica, letras, fotos, histórias... além de fotos, documentos, curiosidades, uma beleza!
E que muitas e muitas gerações se inspirem e se espelhem nessa cantora e artista única.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Some of the things I liked in 2011...

Some of the things I liked/ enjoyed in 2011 ( coudn't make a complete list, but here's some of them);

• "We want Miles" exposition at Sesc Pinheiros, SP.
• "Midnight in Paris" by Woody Allen
• "Dos Cielos", restarant. Barcelona
Toscana... the landscapes, people, wine, food, life.
• "The rest is noise" e "Listen to this" by Alex Ross
• The burgers in Savannah, GA. Just delicious
(I can't remember the place's call, thought).
• The Bravo Elite, by Bob Benedetto & Benedetto Guitars
Pastéis de Belem. Belem, Lisbon, if possible with a good coffee.
• "Campo Belo" by Anthony Wilson
'Nou" restaurant, SP. Great food and vibe.
• The great and kind people in Bern and Basel ( Switzerland).
• the vibrant people and great trappist beers in Belgium.
• 'Modernidade Líquida' by Zigmunt Bauman
San Francisco and San Diego's people and vibe, love it.
• New York's Third Rail Coffee place.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Merry christmas and happy 2012!!!

Feliz natal e um 2012 maravilhoso, com muita alegria, música, paz e amor!!!!
Wishing you a merry christmas and a wonderful 2012 - full of music, happiness, love and peace!!!!
Chico.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

The Four Seasons DVD

Really honored to be part of this amazing project, an homage to the work of italo-american guitar makers based in NY. This lovely suite composed by Anthony Wilson was recorded at The Metropolitan Museum, with the wonderful colleagues, friends and guitarists Anthony, Julian Lage & Steve Cardenas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Why?

Nesta última viagem com o Quinteto (Novembro '11 ) fiquei impressionado com essa linda imagem que o Brasil vem desfrutando pelo mundo: "o país do futuro"... "a bola da vez" "saúde, educação perto do ideal"... "economia saudabilíssima"... esses comentários não foram inventados por mim, mas vieram de diversos europeus e americanos por esse mundo afora. Sim! Eu acredito muito em nosso país, sem dúvida de um potencial fantástico, lindo.
Mas não podemos ignorar esse constante freio de mão puxado.
Poderíamos estar ainda em melhores, muito melhores, condições.
E finalmente, depois de uma semana de volta à terra brasilis.... me pergunto: Porque temos de conviver com isso? Será que é tão difícil ser, ou pelo menos tentar ser um bom ser humano, um bom exemplo para as futuras gerações, importando-se minimamente com os outros?
Esse país merece mais.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nada como o tempo.


Vejam que curioso:
Se alguém mencionasse hoje, em qualquer roda no Brasil (ou fora!), o nome de Alfredo da Rocha Viana Filho, nosso querido "Pixinguinha", o que lhes viria à mente?
Provavelmente a figura daquele que foi um dos maiores compositores da história da música popular brasileira, um dos pais do choro moderno, enfim, um dos 'grandes', certo?
Bem, ao folhear o livro Guia Politicamente incorreto da História do Brasil (Leandro Narloch), achei a seguinte passagem:

"No decorrer da década de 1920, Pixinguinha, Donga e Sinhô levaram pedradas da crítica porque suas composições pareciam pouco brasileiras. Em 1928, o crítico Cruz Cordeiro, da Revista Phono-Arte, condenou a influência estrangeira em duas composições de Pixinguinha e Donga:

Não podemos deixar de notar que em suas músicas não se encontra um caráter perfeitamente típico. A influência das melodias e mesmo do ritmo das músicas norte-americanas é, nesses dois choros, bem evidente. Este fato nos causou sérias surpresas porquanto sabemos que os compositores são dois dos melhores da música típica nacional.

Dois anos depois, o mesmo Cruz Cordeiro, prestes a virar diretor artístico da RCA Victor, a principal gravadora do país na época, não recomendou a seus leitores o disco de Pixinguinha que continha nada mais nada menos que Carinhoso. Seus Argumentos:

Parece que o nosso popular compositor anda muito influenciado pelo ritmo e pela melodia da música de jazz. É o que temos notado desde algum tempo, mais de uma vez. Nesse seu choro, cuja introdução é um verdadeiro fox-trot, apresenta em seu decorrer combinações da música popular Yankee. Não nos agradou. "

Nada como o tempo...

Na foto: Jobim, Pixinguinha, Donga e Chico Buarque

p.s. Se não viram o novo filme de Woody Allen "Meia Noite em Paris", vejam!



domingo, 9 de outubro de 2011

Next generation

How to create a great generation of musicians... my hats of for this incredible project and USC, in California.
Emocionante ver esses meninos em tão boas mãos, toda uma nova geração de músicos sendo formada.
Espero que no Brasil tenhamos muitas e muitas Big Bands como essa: com estrutura, direção, com acesso a estúdios profissionais.
I know it's just a beautiful dream... but who knows it could turn into a reality, soon.