quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Why?

Nesta última viagem com o Quinteto (Novembro '11 ) fiquei impressionado com essa linda imagem que o Brasil vem desfrutando pelo mundo: "o país do futuro"... "a bola da vez" "saúde, educação perto do ideal"... "economia saudabilíssima"... esses comentários não foram inventados por mim, mas vieram de diversos europeus e americanos por esse mundo afora. Sim! Eu acredito muito em nosso país, sem dúvida de um potencial fantástico, lindo.
Mas não podemos ignorar esse constante freio de mão puxado.
Poderíamos estar ainda em melhores, muito melhores, condições.
E finalmente, depois de uma semana de volta à terra brasilis.... me pergunto: Porque temos de conviver com isso? Será que é tão difícil ser, ou pelo menos tentar ser um bom ser humano, um bom exemplo para as futuras gerações, importando-se minimamente com os outros?
Esse país merece mais.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nada como o tempo.


Vejam que curioso:
Se alguém mencionasse hoje, em qualquer roda no Brasil (ou fora!), o nome de Alfredo da Rocha Viana Filho, nosso querido "Pixinguinha", o que lhes viria à mente?
Provavelmente a figura daquele que foi um dos maiores compositores da história da música popular brasileira, um dos pais do choro moderno, enfim, um dos 'grandes', certo?
Bem, ao folhear o livro Guia Politicamente incorreto da História do Brasil (Leandro Narloch), achei a seguinte passagem:

"No decorrer da década de 1920, Pixinguinha, Donga e Sinhô levaram pedradas da crítica porque suas composições pareciam pouco brasileiras. Em 1928, o crítico Cruz Cordeiro, da Revista Phono-Arte, condenou a influência estrangeira em duas composições de Pixinguinha e Donga:

Não podemos deixar de notar que em suas músicas não se encontra um caráter perfeitamente típico. A influência das melodias e mesmo do ritmo das músicas norte-americanas é, nesses dois choros, bem evidente. Este fato nos causou sérias surpresas porquanto sabemos que os compositores são dois dos melhores da música típica nacional.

Dois anos depois, o mesmo Cruz Cordeiro, prestes a virar diretor artístico da RCA Victor, a principal gravadora do país na época, não recomendou a seus leitores o disco de Pixinguinha que continha nada mais nada menos que Carinhoso. Seus Argumentos:

Parece que o nosso popular compositor anda muito influenciado pelo ritmo e pela melodia da música de jazz. É o que temos notado desde algum tempo, mais de uma vez. Nesse seu choro, cuja introdução é um verdadeiro fox-trot, apresenta em seu decorrer combinações da música popular Yankee. Não nos agradou. "

Nada como o tempo...

Na foto: Jobim, Pixinguinha, Donga e Chico Buarque

p.s. Se não viram o novo filme de Woody Allen "Meia Noite em Paris", vejam!



domingo, 9 de outubro de 2011

Next generation

How to create a great generation of musicians... my hats of for this incredible project and USC, in California.
Emocionante ver esses meninos em tão boas mãos, toda uma nova geração de músicos sendo formada.
Espero que no Brasil tenhamos muitas e muitas Big Bands como essa: com estrutura, direção, com acesso a estúdios profissionais.
I know it's just a beautiful dream... but who knows it could turn into a reality, soon.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Feliz 7 de Setembro (o lado bom da net)...


Nem tudo está perdido.
É emocionante e também reconfortante ver que a internet também pode ( e deve!!) mobilizar em prol de causas comuns, nobres, legítimas: isso é cidadania (afinal, 25000 pessoas não é nada pouco). Parabéns aos organizadores pela iniciativa - feliz 7 de Setembro a todos.

Com baldes e vassouras, manifestantes lavam a esplanada - movimento CONTRA corrupção no Brasil

Great Tune

Love this tune... ( specially this version by Terence Blanchard) - by Lionel Loueke.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Zaz

Achei bem bacana essa nova cantora francesa que vem ganhando espaço depois de postar um clipe ao vivo em Montmartre, a 'Zaz'.
O vídeo abaixo virou febre no youtube, e é mesmo um charme. Há em Zaz a influência de Edith Piaf, claro, mas também um tempero manuche à la Django, e sabores 'Jazzy' e 'funky' que casam lindamente nessa performance despretensiosa e super cool.



domingo, 31 de julho de 2011

Winehouse.

Fiquei triste com a notícia da morte de Amy Winehouse - jovem (27 anos, como Jimmi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain, Janis Joplin), talentosa... a sad thing.
Resolvi tirar da estante o disco "Back to Black" (que comprei assim que saiu). Fui então reouví-lo, do começo ao fim.
Já fazia algum tempo que não a ouvia, talvez porque me entristecia vê-la assim, pouco a pouco minguando como artista e indivíduo. Acho que preferia me lembrar da "velha" Amy.
O fato é que, logo na primeira faixa ( justamente "Rehab"), as impressões que senti quando a escutei pela primeira vez, voltaram. Talvez ainda mais fortes - Amy Winehouse did it, did it big. RIP.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Playlist July, 2011

• Thelonious Monk & John Coltrane - Monk/ Trane
• Duke Ellington & Count Basie - Battle of the Bands
• Larry Goldings - In my room
• The New Gary Burton Quartet - Common Ground
• Jane Bunnet & Hilario Duran - Cuban Rhapsody
• Zé Miguel Wisnik - Indivisível

quinta-feira, 21 de julho de 2011

De longe...

Há pouco recebi um email de uma moça chamada Michelle Kupper, e junto à sua mensagem havia uma lista de links de Youtube. Ao ler a carinhosa msg e também ver os links, fiquei admirado e agradecido à Michelle pela delicadeza de sua 'compilação'. Achei bacana compartilhar alguns desses links, enjoy. :)

Se depender de mim
http://www.youtube.com/watch?v=G1ChK5bT1lU
http://www.youtube.com/watch?v=oWg0_jjJN1s
... more videos on comments!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Manhattan

Opening sequence from Woody Allen's "Manhattan" ( by Gershwin's Rhapsody in Blue). If you didn't check his newest "Midnight in Paris" go!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sher Music

It's always important to support the people that work real hard to feed us musicians with good material, good charts, great fake books, in other words, people that spread good music around the world. That's exactly what SHER Music have been doing for years!
Check 'em out at:

Sher Music Co.

Lennie Dale e os Dzi Croquettes

Vendo o documentário sobre a sensacional trupe dos Dzi Croquettes, o grupo que na década de 70 (em plena ditadura), revoluciou ao montar um espetáculo de cabaré completamente avant-garde (dançando, cantando e atuando travestidos de mulheres), achei bonito a deferência com que até hoje são tratados por seus contemporâneos (algo mais do que merecido). De Pedro Cardoso, Betty Faria, Jorge Fernando a Falabella e Cláudia Raia; de Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Cesar Camargo mariano a Liza Minelli, todos tiram o chapéu para os Croquettes e o genial coreógrafo e bailarino Lennie Dale.
Os depoimentos do filme compartilham de uma idéia que acredito ser a pura realidade - de que quando alguém desenvolve Arte no grau de entrega e verdade em que aquele grupo desenvolvia - não existe a menor possibilidade de se tentar reproduzí-la, justamente por ser tão genuína, própria do(s) seu(s) criador(es) - tão intransferível quanto um RG, ou uma impressão digital.
Outra coisa: se por um lado o artista virtuose quase sempre é um obcecado pela busca da excelência artística, é também fundamental que tenha um ingrediente de loucura e irresponsabilidade no ato da criação, seja ela qual for.
Embora não fosse nascido quando os Dzi Croquettes apareceram, entendo e respeito profundamente o impacto que causaram com sua postura, conceito artístico e coragem!

quinta-feira, 23 de junho de 2011