Blog do músico, que aborda os mais diversos assuntos: música, literatura, cinema, futebol, viagens, pensamentos, enfim, mais um espaço cibernético aconchegante para se trocar idéias... bem vindos!
sábado, 27 de novembro de 2010
Beautiful song
domingo, 21 de novembro de 2010
Lançamento "Flor de Fogo" no Sesc Pompéia!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Texto release 'Até amanhã'
Ao acompanhar mais de perto o trabalho e a fantástica trajetória de Ricardo, claramente nota-se que, além do extraordinário instrumentista, trata-se de um grande compositor e arranjador, lírico e original, qualidades essas impressas em seus diversos discos solos - Skylight, Bom de tocar, Amazon Secrets, Smallworld, Storyteller, Noite Clara, Outro Rio.
Ele tem uma maneira absolutamente peculiar de tratar o ‘tocar’ e o ‘compor’,como dois universos independentes, mas que se encontram e se harmonizam perfeitamente. Isso é raríssimo, especialmente em um instrumentista desse porte.
Sendo um craque absoluto, um virtuose em seu instrumento, Silveira improvisa com total fluência, sempre de forma muito expressiva e eloquente, e domina de forma inpressionante tanto a linguagem brasileira do rítmo e da poesia como a americana dos encadeamentos harmônicos.
Por outro lado, como compositor, seus alicerces vêm da grande canção brasileira. Mesmo quando envernizadas pelo Choro, Jazz, funk, folk ou rock, as composições de Ricardo revelam-nos um cancionista apaixonado.
Após escutar ‘Até Amanhã’, os primeiros sentimentos que me vieram foram os de surpresa e gratidão.
Surpresa pela absoluta reinvenção de cada um dos temas já conhecidos, e aqui regravados.
As faixas foram revestidas em arranjos e performances que as
tornaram atemporais; seja pela concepção de base, toda gravada
‘ao vivo’ por um ‘power-trio’, com o qual Silveira vem excursionando ultimamente e construindo uma cumplicidade e afinidade incríveis;
Seja pelos arranjos sofisticados e inventivos de Vittor Santos, Marcelo Martins, Jessé Sadoc e dele mesmo, ou pela sonoridade belíssima do CD,bem acústica e fiel, sem muitos efeitos.
Gratidão, pois trata-se de um disco de celebrações – aos amigos, às parcerias, ao violão e a guitarra, à brasilidade, à própria música e
à vida, e Ricardo gentilmente nos convida a todos a participar desse
evento na mais privilegiada das condições – a de degustadores da
música resultante desse encontro especial.
Talvez por isso mesmo ‘Até amanhã’ seja tão profundamente
generoso com os instrumentistas e arranjadores participantes. Traz
fundamentalmente o melhor de cada um, pois coloca-os sempre à
vontade dentro de suas especialidades (e aqui, o mérito é do Ricardo produtor).
Se Ricardo Silveira já consagrou-se como uma indiscutível e imensa referência em seu instrumento pelo mundo afora , neste projeto nos
mostra que o grande artista nunca se acomoda em seus próprios
louros - ao contrário, reinventa-se, ousa, arrisca, inquieta-se.
E é justamente exercendo esta qualidade inerente aos grandes, que
Ricardo acerta mais uma vez, em cheio - com este golaço de placa.
Vida longa a este grande artista e a este novo projeto, ‘Até amanhã’!
Chico Pinheiro
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Victoria Suite - Wynton marsalis & Paco de Lucia
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Avant Garde SP
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Gentle Giant
sábado, 9 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
There's a Storm Inside.
sábado, 18 de setembro de 2010
USA Trip - Aug./ Sept. 2010

After teaching at The Brazil Camp, performing a couple of concerts with my band in California, and in NYC ( it's been a month), I'm finally back home, after a long long flight . Here's some pictures from the trip. It's good to be on the road, but also great to be back!
California and NYC - August/ Sept. 2010
"Heading Home" Playlist
There's so much music doesn't matter where you are... • Denny Zeitlin - Precipice - Solo Piano Concert
• Christophe Wallemme - Namaste
• Lucian Ban & John Hérbert - Enesco Re-Imagined
• Guillermo Klein - Domador de Huellas
• Absolute Ensemble - Absolute Zawinul
• Mark levine and the Latin Tinge (feat. Mary Fettig) - Off & On
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Is this virtual?
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Futebol.
sábado, 31 de julho de 2010
'Uma Noite em 67'

Não assisti ainda ao documentário sobre o Festival da Record de 1967, de Ricardo Calil e Renato Terra, que estreou ontem nos cinemas aqui em São Paulo.
Um grande amigo cineasta foi à pré-estréia no Rio e me ligou entusiasmado; estava emocionado com os depoimentos dos protagonistas Chico, Caetano, Edu, Gil.... afinal, que fotografia incrível aquela - um momento especialíssimo na música popular brasileira, independente de regime político, religião, economia ou futebol vigentes... falo da música.
No entanto, acho curioso que em todas as reportagens e comentários nos jornais fala-se muito da emoção intensa, da rivalidade acirrada que se instaurou entre as torcidas (levada quase às últimas consequências), do clima à la "gladiadores", de toda aquela guerra, enfim, do 'entorno' que abarcava a disputa musical em si. Um bom exemplo disso é a famosíssima cena de Sérgio Ricardo, quebrando o violão e bradando "vocês ganharam, vocês ganharam!!". depois de atacar os primeiros acordes e tentar em vão entoar "Beto bom de Bola", tamanha a vaia ensurdecedora com que o público lhe saudaria naquela noite.
Falam do cunho político que havia no ar envolvendo todo o evento, das roupas extravagantes e desafiadoras de Caetano e Gil, Rita Lee e os Mutantes, do bom-mocismo de Chico, da sofisticação de Edu e Marília Medalha.
Todos sabemos da barra pesada que aquele pessoal enfrentava na época, inclusive naquele ano específico ( meus pais mesmo contam histórias inacreditáveis) e que, infelizmente, precedia algo ainda pior, o Ato Institucional Nº5, o AI-5 ( 1968).
Porém, sob a ótica musical, artística, faltou falar de um protagonista fundamental, que nenhum dos jornais mencionou devidamente, nenhum.
"A última noite do Festival de Música Popular Brasileira de 1967 foi um desses raros momentos que condensam e catalisam as forças vivas de toda uma cultura (...) um caldeirão de elementos díspares numa rara e irrepetível sinergia: o berimbau e a guitarra elétrica" Folha de São Paulo.
É verdade. Mas faltou mencionar que o grande responsável pelas guitarras elétricas em "Alegria Alegria" e "Domingo no Parque", assim como pelos elementos claramente eruditos contidos nos arranjos destas canções foi Rogério Duprat.
Ele foi o amálgama, aquele que deu a "roupagem" daquelas canções, e posteriormente à própria Tropicália ( essa afirmação não é minha; Caetano e Gil já o disseram várias vezes).
Seus arranjos, absolutamente imprevisíveis e criativos, juntavam Stravinski com guitarra, berimbau com Stockhausen, mas nunca aleatoriamente, tudo fazia sentido. Rogério foi, sim, um dos personagens principais daquele festival e do que viria depois, como desdobramento desse.
"Colocar guitarra elétrica na MPB era de direita. Os artistas de raiz, contrários à guitarra elétrica, eram de esquerda. Houve um radicalismo, um clima de Fla-Flu Musical", Estado de São Paulo.
Quando Jimmi Hendrix usou sua Fender Stratocaster em pleno Woodstok ( 1969) para genialmente protestar contra a guerra do Vietnam, tocando o Hino Nacional Americano todo entrecortado por sons de bombas simuladas no instrumento, a guitarra naquele momento não representou nem um pouco o status de simbolo do "Imperialismo", mas sim seu mais ferrenho opositor.
Na minha opinião, à sua maneira e guardadas as devidas proporções, Duprat faria o mesmo ao reunir patrícios e argentinos (Beat Boys) para tocar música brasileira, usando guitarras elétricas e orquestra sinfônica em plena repressão, numa época em que 'internet' era, quanto muito, um fetiche de filme de ficcão científica (portanto não podendo escancarar "globalização" nenhuma). Isso não era para qualquer um.
Entendo perfeitamente que à primeira vista, aos olhos e ouvidos daquele público, qualquer coisa made in USA não fosse bem aceita (pudera!), mas Rogério mirava muito além de uma rasa apologia ao imperialismo Ianque. Muito pelo contrário. Era um ato bastante corajoso, contestador, mas sobretudo bem humorado em meio àquele clima de guerra. O maestro, afinal, era um tremendo gozador! Apenas com arranjos e postura artística mostrava o quão era possível esparramar-se por universos tão díspares, dialogando de forma original e provocativa, sem no entanto deixar de ser brasileiro ou coerente. A arte então transgredia e se sobrepunha a tudo, inclusive nacionalidades.
****
Esse teor agregador e ao mesmo tempo desafiador do Duprat me lembrou um outro fato, atual e fantástico (embora esse não tenha nenhuma relação com o festival de 1967)- Daniel Barenboim e Edward Said, um judeu e um palestino, um maestro e outro intelectual, dois expoentes de peso em suas respectivas áreas, juntaram-se para criar a West-Eastern Divan Orchestra que, através da música, coloca judeus e árabes tocando sob a mesma pauta, lado a lado. Impensável?
E alguém ainda duvida de que a música tem, além de tudo, o poder intrínsico de elemento transformador, revolucionário e evolutivo, mas sorrateiramente encrustado apenas em melodias, acordes, arranjos e versos?
Ou como diria Guimarães Rosa: "o Diabo, é às brutas; mas Deus é traiçoeiro! Ah, uma beleza de traiçoeiro - dá gosto!"
Vivam os arranjos, melodias, acordes e versos de Rogério Duprat, Jimmi hendrix, Baremboim e Said.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Amazonas Jazz Fest

It was really nice the hang at The Amazonas Jazz Fest in Manaus. I got to see some friends, have checked some nice places and good food, and all this while enjoying great hospitality and good weather... coudn't have asked for more. It was as a Duo with my friend Ulisses Rocha.
During the trip, I got some presents, like the newest Jimmy greene's - Mission Statement. He was playing with the Lewis Nash Quintet, and gave me this new one - the music sounds wonderful. Jimmy's a great guy, and used to hang out in Boston by the same time I was living there. Here's his Myspace page: Jimmy Greene MS
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Para quem ainda gosta de cds - Amoeba
Acabam de anunciar que a Amoeba, uma das grandes lojas de discos independentes dos EUA, começa a vender também online - Aficcionados de plantão, uní-vos!!
C.
Amoeba Music - The Guardian
terça-feira, 13 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Sala São Paulo - Photos

O show de final de Maio na Sala São Paulo, com Edu e Cesar, foi registrado por duas fotógrafas extremamente sensíveis, que vieram da Argentina e realizaram trabalhos realmente incríveis - Maria Birba E Anita Kalikies. Aí vão os links para ambas as artistas, ambos os álbuns (obrigado meninas, vocês foram fantásticas!):
• Maria Birba's Photos •
• Anita Kalikies' Photos •



